top of page

Saúde Integral – A Evolução da Saúde Ocupacional

Porque, nós Médicos do Trabalho, precisamos falar de Saúde Integral?


A disponibilidade de informações de saúde ocupacional, assistencial e de bem-estar nos permitirá desenvolver um plano de cuidado direcionado às reais necessidades dos nossos funcionários. Nosso objetivo é evitarmos a fragmentação e a pulverização do cuidado e da assistência à saúde. Lembrando que o acesso as informações de saúde seguem estritamente os requisitos legais vigentes.


Ainda temos muito trabalho pela frente.


A evolução da saúde ocupacional para saúde integral passará, em especial, pelos exames médicos periódicos, que terão uma visão ampliada para a atenção primária à saúde (APS). Um bom estudo do perfil epidemiológico da população promoverá o empoderamento da saúde pelos nossos funcionários (protagonismo, autocuidado e autoconhecimento) e a integralidade na assistência. Este conceito muda a lógica de saúde ocupacional, direcionando esforços para o bem-estar. Pessoas no centro de tudo.


Justificativas não faltam: aumento do número de afastamentos por transtornos mentais, incapacidade laboral da força de trabalho, potencial comprometimento do clima organizacional, a maior rotatividade com menor engajamento, o presenteísmo, a manutenção da continuidade operacional e a da produtividade.


Temos trabalhado o papel da empresa. A empresa que conseguir equilibrar a vida pessoal e o trabalho serão mais empáticas e como consequência reterá mais talentos e aumentará o engajamento. O desafio do engajamento, especialmente em ações de promoção da saúde e do bem-estar, além de prevenção de doenças é um capítulo à parte. Teremos que pensar e falar no desafio do engajamento num outro momento.


A saúde mental, em especial, será nosso “tendão calcâneo” (calcanhar de Aquiles), em todas as organizações (e na sociedade). Temas como segurança psicológica, a influência dos fatores de risco psicossociais organizacionais ou não, o desenvolvimento da inteligência emocional, as relações de trabalho (lideranças, clima organizacional, assédio, comunicação não-violenta), o “fantasma” do Burnout e a própria performance das lideranças, serão temas recorrentes.


A saúde digital e novas tecnologias poderão contribuir muito para este desafio. Ações que facilitem a adoção de hábitos de vida mais saudáveis e que promovam qualidade e saúde de forma contínua, passarão por assistência remota, telemedicina, telediagnósticos, gamificação, tecnologia imersiva, metaverso, realidade virtual, automatização de processos, apps, entre outros. Tudo isso disponível após um exame médico periódico presencial, ou seja, um cenário de sonhos.


As equipes de saúde ocupacional deverão ter uma atuação e gestão orientada por dados. O desempenho dos profissionais depende cada vez mais de dados, informação e análise. Dados confiáveis e análise de qualidade levam a decisões mais precisas e seguras sobre o atendimento, o acompanhamento e o desfecho. A identificação de padrões e tendências, distinguindo riscos e melhorando resultados. Aqui aprendemos muito com a equipe de engenharia, onde o mapeamento de dados direciona para tomada de decisão, tanto estratégica quanto operacional (data driven). A ciência de dados e a epidemiologia aplicadas à gestão da saúde corporativa para além da tomada de decisão, mas para a prevenção e a predição.

Desafios extras como redução de fatores de risco, política de vacinação, viagens à trabalho, expatriação, pandemia e epidemia, prevenção de doenças crônicas, campanhas de saúde e bem-estar social e saúde gerarão valor e resultado e serão diferenciais competitivos nas agendas sustentáveis (ESG, ODS, GRI etc.).


Por fim, e não menos importante, a experiência do funcionário. Satisfação será um dos indicadores mais importantes neste processo.


PS: Artigo escrito, ainda, sem ajuda da IA. Resultado de leituras, observações e vivência prática.


Comentários


COPYRIGHT © 2020 EDUARDO ARANTES. ALL RIGHTS RESERVED

  • Preto Ícone LinkedIn
  • Black Facebook Icon
  • Black Instagram Icon
bottom of page