Otimismo versus pessimismo
- Dr. Eduardo Arantes

- 20 de fev
- 2 min de leitura
Você não vai acreditar, mesmo sendo otimista, na quantidade de pesquisas que existem sobre este assunto. Vamos ver algumas.
A Universidade de Pittsburgh realizou um estudo com 238 pacientes com câncer e descobriu que os pessimistas morriam sete meses antes dos otimistas. Os pessimistas, como sempre, adoraram este estudo! A Universidade de Yale, também nos Estados Unidos, mostrou que os otimistas vivem 7 anos a mais que os pessimistas.
Uma piada narra a discussão entre um otimista e um pessimista: o otimista diz: “no futuro iremos comer merda”. O pessimista retruca: “vai faltar merda”. A grande diferença entre os dois está nas escolhas. Fazemos inúmeras escolhas todos os dias. Segundo o empresário americano Albert Flanders o pessimista vê dificuldade em cada oportunidade e o otimista, a oportunidade em cada dificuldade.
Ser pessimista definitivamente não é bom para sua saúde. Outro estudo, conduzido por 30 anos (acredite), realizado pela Clínica Mayo diz que os pessimistas têm 19% menor chance de alcançar expectativa média de vida. Já a Universidade de Maryland disse que rir é remédio, pois o riso aumenta os anticorpos contra as doenças respiratórias, produz hidrocortisona que é um potente anti-inflamatório e aumenta nossa tolerância à dor, o estudo conclui que há uma redução de 40% nas doenças cardiovasculares. A constatação é tão boa que chega a ser engraçado.
Pesquisadores da Universidade de Bradford, na Inglaterra, descobriram que 72% das pessoas que pensam de forma inflexível, experimentam altos níveis de estresse e raiva, o que afetaria o funcionamento do seu sistema imunológico e, consequentemente, correm risco de desenvolver mais e mais doenças. Você conhece algum pessimista flexível?
Dica: Ter sempre razão não é bom para saúde. Fale de boca cheia: errei!
Dica: Permita o erro honesto.
Outra descoberta interessante, conduzida pela Universidade de Essex, na Inglaterra, foi o gene responsável pela maneira como as pessoas interpretam e processam as informações positivas ou negativas. A pesquisa do “gene do otimismo” em grupos de voluntários no Brasil e na Inglaterra descobriu que 40% dos brasileiros e 16% dos ingleses eram portadores. Está explicado o mau humor dos ingleses.
Dica: Fazemos escolhas todos os dias e são elas é que definem como seremos. Tente fazer a escolha certa.
Alguns autores consideram afetos positivos (alegria e felicidade) separadamente de disposição positiva (otimismo e esperança). Os primeiros estão associados com modulação dos sistemas nervoso central, variabilidade da frequência cardíaca e sistema neuroendócrino, enquanto o otimismo e a esperança são relevantes na modulação de estratégias de enfrentamento do estresse. Otimistas sentem menos dor após procedimentos cirúrgicos.
Dica: Amor, gratidão, compaixão, esperança e otimismo são gratuitos.
Algumas reações no cérebro localizadas no sistema psiconeuroimunoendócrino tem relação com nossa imunidade. Uma das substancia liberadas nesta região é a ocitocina – o hormônio do bem-estar. Os sentimentos da dica acima provocam uma descarga de ocitocina no cérebro. Além dela, a dopamina que também está ligada ao bem-estar e a harmonia, jorra entre seus neurônios quando temos bons sentimentos.
Dica: A raiva é um veneno que tomamos querendo que o outro passe mal.
Dica: O ódio é um veneno que tomamos querendo que o outro morra.
Otimismo é um bálsamo para a longevidade.
Dica: Sorria mais.
Pode ser agora. Conhece a piada da galinha de um pé só? Foi ciscar e caiu!




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